domingo, 1 de fevereiro de 2015

AUTÓGRAFOS

O gosto dos autógrafos existe desde a mais afastada antiguidade; uma das maiores coleções de prestigio histórico é a coleção de Muciano, amigo de Vespasiano e de Plínio, o Antigo, que foi por três vezes cônsul. O Dialogo dos oradores, de Tacito, refere que Muciano (*) publicou 14 volumes de cartas e de Atas, nos quais Plínio colhera muitas notas e observações. Os chineses são a nação autografofila por excelência; a maioria do povo coleciona cartas, documentos, etc, que guarda religiosamente. Em Pequim existe um templo dedicado a Confúcio, completamente decorado com autógrafos de homens ilustres; as paredes acham-se cobertas de sentenças com a assinatura autográfica dos imperadores que tem reinado há mais de 2.000 anos , porque todo o imperador quando sobe ao trono escreve duas sentenças á gloria do grande Kung-Fu_Tseju (Confúcio). No Japão, há muitos edifícios forrados de autógrafos. Quase todos os povos cultivam mais ou menos a paixão dos autógrafos. Na Itália, Inglaterra, Alemanha e França, há coleções preciosas, quer nas bibliotecas e museus, quer na posse de particulares. Em Londres, por exemplo, os autógrafos que apareçam de Shakespeare, Byron, etc., pagam-se por preços astronômicos; na Itália, os autógrafos de Petrarca, Tasso, Ariosto, etc, pagam-se também por grandes preços. Como era de se esperar, os aproveitadores inescrupulosos, organizaram organizações, verdadeiras quadrilhas de falsários, falsificando documentos, cartas, versos, etc., atribuídos aos autores cujos autógrafos são procurados com mais intensidade. Como curiosidade, inserimos a imagem acima, contendo autógrafos autênticos, de figuras marcantes, como por exemplo: Cristóvão Colombo, Américo Vespucio, Napoleão I, João Hus, Bayardo, Turenne, Danton, Lutero, Richelieu, Marat, Joaquim Murat, Leo XIII, Maria Teresa da Austria, Beranger, Fernão de Magalhães, Frederico o Grande , Voltaire, Shakespeare, pedimos desculpas por duas que não reconhecemos, Mozart, mais uma também incerta, Leibnitz, Mendelssohn, Madame de Stael, Adalberto de Chamiso, Wellington, Rouget de l 'Isle, mais quatro não reconhecidas, Melancton, Oliveiros Cromwell e Sir Walter Scott. (*) Licinio Crasso ou também Múcio, general e cônsul romano que auxiliou Vespasiano a subir ao trono em 69 a.C.,

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